sexta-feira, 19 de setembro de 2008

A crise nos Estados Unidos

por Lucas Sobrinho

Os maiores caíram. Bancos considerados infalíveis estão quebrando. Fim do mundo? Não. Atualidade. Pode parecer algo inesperado, mas não é. A crise, a qual fez o dólar subir ao teto de 2 reais, começou há sete anos nos Estados Unidos.

Em 2001, com juros em baixa, o americano re-financia a casa própria. Conseqüência: os preços de imóveis sobem. Em agosto de 2005, a grande procura faz o preço do imóvel atingir recorde histórico e o ciclo chega ao fim. Em maio de 2006 acontecem os primeiros sinais de preocupação do Banco Central dos EUA com a inflação. No último semestre de 2006 começa a crise no setor imobiliário, pois empresas de concessão de crédito passam a sofrer com a inadimplência. Em março de 2007 a bolsa de valores americana sente a crise. Com menos dinheiro, a população americana deixa de consumir e ocorre a desaceleração da economia, derrubando as ações dos principais bancos do país. Ainda em 2007 a quebra de empresas de crédito se multiplicam. Logo no início de 2008 o índice de calote na hipoteca já era de 21% em todo país. Em março, o quinto maior banco dos EUA, só não foi à falência porque foi comprado pela JP Morgan Chase com ajuda do Banco Central Americano.

Essa semana a crise chegou ao seu limite. Para conter a queda no mercado, o governo norte americano foi obrigado a injetar 168 bilhões de dólares na economia nacional. Desde o crack da bolsa de 1929 o cenário não é tão preocupante. A crise atinge o mundo. As bolsas estão tendo flutuações absurdas, algumas sendo até fechadas durante o pregão como é o caso da de Moscou nessa sexta-feira.

Especialistas no Brasil dizem que a crise nos vizinhos do norte pode refletir em alta nos preços e, conseqüentemente, no aumento de desemprego no país. Porém, mesmo preocupado, nosso presidente não deixou de alfinetar, “bancos que durante anos nos apontaram e criticaram, hoje, estão quebrando”.

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